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Se Bolsonaro assumir comissão, Dilma Bolada acaba, diz criador da página

09/02/2014 09h

A questão em torno da Comissão de Direitos Humanos pode começar a se resolver na próxima terça-feira

Correio Braziliense

A possibilidade de o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados está causando apreensão entre militantes ligados ao tema nas redes sociais.

Mesmo simpatizando com o Partido dos Trabalhadores, o humorista Jeferson Monteiro, criador da personagem Dilma Bolada no Facebook, ameaçou acabar com a página, caso Bolsonaro assuma a comissão.

“Se o PT deixar Bolsonaro assumir a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, não apenas a Dilma Bolada acaba como também não voto na Dilma”, escreveu.

A pressão, que pode parecer singela, representa um perigo real para a reeleição da presidente: a página é seguida por mais de 1 milhão de pessoas.

A questão em torno da Comissão de Direitos Humanos pode começar a se resolver na próxima terça-feira. Tanto o PT quanto o PSDB têm reuniões marcadas para tratar da presidência das comissões, e o tema será discutido na reunião do colégio de líderes, à tarde.

Parlamentares petistas e integrantes de movimentos sociais se reunirão com o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para tentar sensibilizá-lo, e já preparam uma carta aberta sobre a situação.

“Manifestamos veementemente nossa preocupação com os rumos que serão dados à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, nas próximas semanas, caso a nova presidência continue sob os cuidados de partidos políticos cujos projetos (…) não promovem políticas públicas que fomentem a organização popular por direitos e por igualdade”, diz um trecho do documento, ainda em discussão.

Pela forma como as comissões são distribuídas, existe uma possibilidade real de que o deputado Jair Bolsonaro, conhecido por posicionamentos polêmicos em relação a negros e homossexuais, se torne o próximo presidente do colegiado.

O PP tem direito a presidir duas comissões e é possível que a CDHM acabe “sobrando” para a sigla.

“A 20ª escolha é nossa. Como a comissão é geralmente preterida, é possível que fiquemos com ela. Tenho o compromisso do nosso líder, Eduardo da Fonte (PE), de me indicar, se a comissão efetivamente ficar conosco”, disse Bolsonaro ao manifestar o interesse pela presidência da CDHM. Ele também conta com apoio de parlamentares da bancada evangélica.

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