11/03/2015 08h10
Conforme decisão do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, Alexia será julgada por homicídio qualificado por motivo torpe
Campograndenews
Alexsandro Gonçalves da Rocha, a Alexia, 22 anos, seu irmão, Alexandre Gonçalves da Rocha e os irmãos Cléber Ferreira Alves, 21, e Renato Ferreira Alves, 36, serão julgados por envolvimento na morte do investigador Dirceu Rodrigues dos Santos ocorrida no dia 28 de janeiro de 2014, em Campo Grande. Na ocasião, o policial e um colega investigavam o roubo de uma joia avaliada em R$ 80 mil.
Conforme decisão do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, Alexia será julgada por homicídio qualificado por motivo torpe. Os irmãos Cléber e Renato Alves respondem por posse ilegal de arma de fogo.
Em sua decisão, o juiz reconheceu a prova da materialidade e indícios suficientes da autoria do crime. “Como se denota, o dispositivo em epígrafe determina a pronúncia do acusado se (1) houver prova da materialidade e (2) indícios suficientes de autoria. Quanto ao segundo requisito, importa consignar que os indícios devem ter a potencialidade de permitir a sustentação da acusação em plenário do Júri. Neste sentido, o juiz togado deve exercer o primeiro filtro acerca da imputação atribuída ao acusado, sendo que esse raciocínio em nada usurpa a competência constitucional do Tribunal do Júri para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida”.
O juiz manteve ainda a prisão preventiva de Alexandre e decretou a prisão preventiva de Alexia. “porque, diante da imputação de prática de crime de homicídio qualificado, o recolhimento cautelar se faz necessário para assegurar a aplicação da lei penal”, justificou.
Crime – Dirceu foi baleado com dois tiros na testa e na nuca,no bairro Campo Nobre, em Campo Grande. O bando ainda levou o carro onde ele estava, segundo informações preliminares. Ele investigava com Osmar o roubo de jóias e armou um “falso programa” com o travesti para recuperar o bem. Sete pessoas foram indiciadas pelo crime.
O inquérito policial apontou que o crime foi cometido para assegurar a impunidade de um anterior, que foi o roubo da jóia avaliada em R$ 80 mil. A travesti Alexia, no último momento, não quis entregar a corrente e então contou com a ajuda do irmão, Alexandre para imobilizar o também policial, Osmar Ferreira, 39 anos.
Neste momento, ambos ainda contaram com a ajuda de outros comparsas, incluindo um adolescente de 15 anos.
Caído no solo, Alexandre friamente entrou no veículo do policial e pediu para um adolescente de 15 anos assumir a direção. Ambos pararam bem próximo a vítima e, com o revólver cautelado de Dirceu, o executaram com mais dois tiros.
Na ocasião, eles ainda contaram com a ajuda de Giovani de Oliveira Andrade, 18 anos, os irmãos Cleber e Renato Ferreira Alves. Na época, outra pessoa indiciada foi Lúcia Helena Barbosa, 50 anos, mãe da travesti Alexia e de Alexandre e que escondeu a corrente no seu guarda-roupa.


