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sábado, 30 de maio, 2026

Vereadores arquivam denúncia contra Isa Marcondes por uso irregular de verba de gabinete

Não houve nenhum voto a favor da cassação do mandato da vereadora, também conhecida como “Isa Cavala”.

Os vereadores da Câmara Municipal de Dourados rejeitaram a denúncia contra a vereadora Isa Marcondes (Republicanos) por suposto uso irregular da Ceap (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar), conhecida como verba de gabinete. Foram 20 votos favoráveis à improcedência e ao arquivamento da ação, durante a sessão extraordinária desta sexta-feira (29). Não houve nenhum voto a favor da cassação do mandato da vereadora, também conhecida como “Isa Cavala”.

A denúncia, realizada pelo advogado Wagner Batista da Silva, foi aceita pela Câmara de Vereadores, em 23 de fevereiro, por 17 votos favoráveis e dois contrários. A comissão processante foi composta pelos vereadores Márcio Pudim (PSDB), como presidente, Cemar Arnal (PP), como relator, e Ana Paula (Republicanos), como membro. 

O relatório da comissão processante apontou que houve elementos suficientes para o aceite da denúncia, mas que não há “comprovação satisfatória robusta” que demonstrasse com segurança o uso irregular da Ceap para o abastecimento de veículo de Isa Marcondes para participação em eventos alheios ao mandato. 

O documento lido pelo presidente da comissão recomendou que a Câmara de Vereadores de Dourados adotasse medidas para a implantação de sistema digital de tramitação dos pedidos de ressarcimento, de forma a conferir maior eficiência e controle dos gastos.

Denúncias

Isa Marcondes é alvo de outras duas denúncias na Câmara de Vereadores de Dourados.  No último dia 12, a vereadora pediu o arquivamento da denúncia de supostas violações de direito ao descanso de servidores nas unidades de saúde após a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar ter perdido o prazo de 90 dias para analisar as informações. A reportegem chegou a solicitar uma nota à Casa de Leis sobre o tema, mas até o momento não houve retorno. 

A terceira denúncia foi aceita em março deste ano e trata da “divulgação de informações falsas e inverídicas, disseminação de ódio, atentatórias à honra e à imagem” em vídeos de fiscalização de obras públicas.

Fonte: Midiamax