Ponta Porã, Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
04/08/2017 10h50

"Planeta dos Macacos – A Guerra"

O terceiro filme da série é a estreia da semana no cinema do Shopping Avenida. Sessões acontecem nas Salas 1 e 2

O Progresso
 
 
Tecnicamente, o filme é impressionante e a evolução tecnológica parece acompanhar a evolução/humanização dos macacos Tecnicamente, o filme é impressionante e a evolução tecnológica parece acompanhar a evolução/humanização dos macacos

O novo filme da série "Planeta dos Macacos" é a estreia da semana no cinema do Shopping Avenida. As sessões podem ser conferidas em vários horários nas Salas 1 e 2.

Este é o terceiro filme intitulado "Planeta dos Macacos – A Guerra" que é situado temporalmente antes do clássico de 1968. O aparecimento de uma nova personagem aqui, a menina (Amiah Miller), diminui o espaço entre os dois filmes, apontando caminhos que uma possível futura continuação possa seguir. Aqui, no entanto, Matt Reeves (o mesmo diretor de "Planeta dos Macacos: O Confronto"), faz um western disfarçado de ficção científica que comenta algo sobre o nosso presente.

César (Andy Serkis), o símio protagonista dessa nova trilogia, vê sua mulher e filho serem mortos por militares humanos. Obcecado por vingança, lidera uma rebelião contra eles, que estão abrigados num forte, onde escravizam macacos para a construção de um muro, à la Trump. Liderado por um sujeito que atende apenas como Coronel (Woody Harrelson), o exército de humanos se comporta de maneira mais troglodita e irracional do que os macacos, que se revelam excelentes estrategistas.

Na jornada a caminho do campo onde estão os escravos, César e seu grupo encontram uma garotinha muda, que se chamará Nova (Amiah Miller), numa referência ao filme de 1968, e um chimpanzé de zoológico (Steve Zahn), que funciona como alívio cômico e fofo do filme, mas também terá um papel fundamental na rebelião contra os humanos tiranos.

Se, no filme anterior, César fez todo um esforço para encontrar a harmonia entre humanos e macacos, rejeitando qualquer forma de violência, agora ele percebeu que isso não é possível e a saída será sangrenta. Além disso, ele quer a todo custo fazer o Coronel pagar pelos seus crimes.

Tecnicamente, de acordo com o Cine Web, o longa é impressionante, e a evolução tecnológica da série parece acompanhar a evolução/humanização dos macacos. É possível notar em detalhes as expressões faciais dos personagens – especialmente de César. Isso permite que os símios sejam mais desenvolvidos enquanto personagens do que os humanos, que resultam um tanto planos, sem nuances. Há um paralelo interessante, mas mal explorado, entre o protagonista e o Coronel. Ecos de "Apocalypse Now", remetem "Planeta dos Macacos - A Guerra" a filmes que têm o conflito ao centro. O diretor trabalha com um roteiro assinado por ele e Mark Bomback.

Serviço

"Planeta dos Macacos – A Guerra" (Dublado/Ficção/140 minutos)

Sala 1 - Diariamente: 15h/ 17h45/ 20h30

Sala 2 - Diariamente: 16h/ 19h/ 21h45

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