23/04/2016 05h50

Novos tempos, novos costumes e novos políticos - José Alberto Vasconcellos

Em pouco tempo ficou demonstrado, que o PT não tinha um programa de governo, mas um programa de poder

Por: Tião Prado
 
 

No Brasil, houve um tempo, em que vadiagem constituía contravenção penal e a polícia a reprimia. O costume de alguém não fazer nada e galopar livre de qualquer ocupação, era tido e havido como nocivo à sociedade, pelo mau exemplo; e ao País, pela omissão deliberada, de não se produzir algo aproveitável.

O tempo correu, tivemos guerras, populações inteiras deixaram os campos e vieram para as cidades. Mudaram-se os costumes, criaram-se novas manias assimiladas nas ondas do rádio, de acesso fácil, que rapidamente popularizou-se. Surgiu o automóvel, a ditadura getulista extinguiu-se, dando lugar ao estado democrático.

Nosso estado democrático de Estados Unidos do Brasil, passou a denominar-se República Federativa do Brasil e o dinheiro circulante mudou de nome várias vezes, passando do mil réis, pelo cruzeiro, cruzado, cruzado novo e, finalmente REAL, que hoje utilizamos. Montões e montões de moedas sem valor ficaram empacotadas e esquecidas nas gavetas.

Tivemos uma contra-revolução iniciada com a "MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE" , patrocinada pelas nossas Forças Armadas, para "espantar" os comunistas que, fingindo que só queriam paçoquinha, tentavam subverter a ordem democrática para implantar um regime de esquerda, tendo o conteúdo do "DECÁLOGO DE LÊNIN" como programa básico de governo.

Restabelecido o Estado de Direito, já dominando o computador e afeiçoados aos novos tempos, os brasileiros assistiram o primeiro impeachment, no final do século XX.

Modernizou-se a frota dos automóveis, por obra do presidente afastado, que liberou a fabricação e importação de veículos, liquidando o cartório da Auto Latina.

Com o incremento da produção automobilística surgiram novos sindicatos e na esteira deles novos partidos políticos: como exemplo temos o PARTIDO DOS TRABALHADORES, que chegou para – é o que afiançavam – moralizar a política, apoiar programas sociais e, sobretudo, combater a corrupção, a qual abominavam e repudiavam com veemência.

Votaram em favor do impeachment do presidente afastado; clamaram aos quatro ventos, contra todos os presidentes do Brasil democraticamente eleitos, com o jargão FORA COLLOR, FORA FHC, enfim qualquer outro político que não pertencesse ao PT, não era bom e o Congresso – PROCLAMOU LULA! – era constituído de picaretas!

Nunca fizeram nenhum segredo: BONS SÓ ELES MESMOS! Quanto aos outros – nunca esconderam, o que pensavam – gritando aos quatro ventos: FORA! FORA! FORA! Sempre foram adeptos do FORA!

Um dia, como que imitando LECH WALESA, político polonês, presidente do Sindicato Solidariedade, que se elegeu presidente da Polônia, laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1983. Aqui também elegeu-se um sindicalista pernambucano, LUIS INÁCIO LULA DA SILVA, pelo partido político que fundou: O "PARTIDO DOS TRABALHADORES". O homem de Garanhuns nunca honrou o que prometeu. Desacreditado como político, sepultou o PT e, ao invés de "Prêmio Nobel", como mereceu Walesa, sobrar-lhe-á tão só uma vaga numa jaula corretiva.

Em pouco tempo ficou demonstrado, que o PT não tinha um programa de governo, mas um programa de poder . O poder pelo poder! E assim foi que assistimos o embate judicial do MENSALÃO, do PETROLÃO, e até do CARBONO 14, que atestou o nascimento da cobra!

Ficou claro e incontestável, que o PT nas jurídicas investigações do juiz federal SÉRGIO MORO, assessorado pelo MPF e pela PF, na "OPERAÇÃO LAVA-JATO" liquidou a Petrobrás e afundou o País em dívidas. Desviou recursos do Tesouro para custear grandes obras em paises estrangeiros, presididos por esquerdistas truculentos. Promoveu a recessão, a inflação e o desemprego de dez milhões de trabalhadores. Promoveu a falência da saúde, da educação e da segurança.

Hoje o PARTIDO DOS TRABALHADORES, ainda orientado pela voz rouca de quem só diz mentiras – o ex-presidente LULA – não consegue enganar mais ninguém. Sua criatura, – "a presidenta" – foi laureada com um impeachment, no último domingo, 17 de abril de 2016 e fingindo-se de bobinha clamou, fazendo coro com a militância remunerada – que o impeachment que a laureou – não passava de um GOLPE!

Incontestável que o PT, voltando no tempo, institucionalizou a VADIAGEM REMUNERADA e com ela os costumes mais abomináveis, quando um parlamentar seu, no plenário da Câmara, deu uma cusparada na cara dum colega do Parlamento, que o teria acusado de queimar a rosca, sem ser padeiro!

O senador LUIZ COUTO, do PT da Paraíba, da Tribuna, glorificando-se, disse ser um "GUERREIRO DA DEMOCRACIA!" E foi com a mesma ótica de "guerreiro", que LULA bradou aos quatro ventos, que o Supremo Tribunal Federal e o Congresso estavam acovardados. ?!!!

Arre égua! É golpe em riba de "golpe"!

19.04.2014 (4840) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br)

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