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domingo, 20 de setembro, 2026

Lula na ONU: Brasil defende paz, reforma da segurança e alianças globais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para Nova York neste domingo (20) para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A participação do Brasil na cúpula, marcada por um cenário internacional de crescentes conflitos, terá como foco a defesa do multilateralismo, a negociação como ferramenta para a solução de disputas e o fortalecimento do direito internacional.

Em seu discurso na seção de alto nível da assembleia, Lula deverá enfatizar a importância da cooperação global e a necessidade de respeito à soberania das nações, princípios centrais da política externa brasileira. A agenda também prevê a discussão sobre a reforma das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, órgão cujo Brasil busca maior representatividade e eficiência em resposta às crises mundiais.

A viagem de Lula a Nova York inclui uma série de encontros bilaterais com outros líderes mundiais e uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres. A comitiva brasileira contará com a presença de diversos ministros, como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social), Esther Dweck (Gestão), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial), que participarão de discussões sobre segurança alimentar, combate à desigualdade, direitos internacionais e outros temas relevantes.

O ministro Mauro Vieira terá uma agenda intensa, presidindo reuniões ministeriais importantes como a da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), da qual o Brasil detém a presidência. O ministro Wellington Dias também participará de discussões sobre segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

A participação brasileira na Assembleia Geral abrangerá ainda debates sobre a situação da Palestina, a solução de dois Estados, a Comissão de Consolidação da Paz e o direito internacional humanitário. Esta marca a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral como presidente, reforçando o compromisso do Brasil com o diálogo e a busca por soluções pacíficas para os desafios globais.