08/03/2018 10h40

Leonardo DiCaprio é processado por difamação

Um ex-executivo da Stratton Oakmont, empresa que foi retratada no filme "O Lobo de Wall Street", está processando o ator Leonardo DiCaprio e os produtores do longa por difamação.

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Segundo a acusação, o papel interpretado pelo ator não condizia com a realidade - Foto: Divulgação webSegundo a acusação, o papel interpretado pelo ator não condizia com a realidade - Foto: Divulgação web

Um ex-executivo da Stratton Oakmont, empresa que foi retratada no filme "O Lobo de Wall Street", está processando o ator Leonardo DiCaprio e os produtores do longa por difamação. Andrew Greene, que foi o diretor jurídico da empresa nos anos 1990, entrou com a ação em 2014 afirmando que o personagem Nicky ‘Rugrat’ Koskoff (interpretado por P.J. Byrne) foi inspirado nele e que os crimes que ele comete no filme refletem negativamente na sua imagem.

Na última segunda-feira (5), a revistaThe Hollywood Reporter obteve os depoimentos de DiCaprio e dos produtores. A defesa de Greene está argumentando que os atores e produtores fizeram uma pesquisa mal feita e, portanto, o que foi refletido no filme não condizia com a realidade.

"Eu fiz um tour de Wall Street, li o livro e observei as pessoas que andavam pela rua. Fora isso, não me lembro de mais nada", disse DiCaprio no depoimento, explicando como estudou o personagem que interpretou no longa, Jordan Belfort, então presidente da empresa. Em seu depoimento, Martin Scorsese, diretor do filme, afirma que não conversou com ninguém que era da companhia e baseou seu roteiro em um livro escrito pelo próprio Jordan Belfort.

A defesa de Greene afirmou que Jordan Belfort tem má reputação e tendência em contar mentiras. Portanto, seu livro seria uma má interpretação dos fatos. Os advogados ainda afirmam que, como ninguém que trabalhou na empresa foi consultado, o roteiro é falho e sujeito a cometer difamações e injúrias contra as pessoas nas quais os personagens foram inspirados.

Se os argumentos de Greene forem aceitos pela juíza, o caso deve ir a julgamento ainda neste ano. Juristas procurados pela revista acreditam que a indústria cinematográfica pode mudar completamente caso ele ganhe a ação.

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